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Vitor Lourenço

O Yoga e a moda

03/07/2005

Desde pequena, nunca fui muito afinada com atividades físicas, ao contrário, eu era uma criança fraca e indefesa. Devido ao alto grau de competição estimulado na escola, acabei herdando marcas e traumas de infância que não me reconheciam como um ser humano capaz de realizações. Hoje, pratico yoga e posso dizer que me encontrei nessa prática, mas existem muitas distorções feitas sobre essa atividade. Quando vou ler revistas vejo fotos de posturas impecáveis, modelos sem um fio de cabelo solto ou desarrumado, posturas invertidas em que as roupas não estão amassadas ou caídas.

O mundo está repleto de tendências e para algumas pessoas o yoga acaba se tornando uma delas. Mais do que uma atividade física, o yoga é uma filosofia de vida. Não basta apenas perder calorias, suar muito e enrijecer os músculos, é necessário equilibrar a mente também. O ser humano deve ser exercitado em sua totalidade, integrando seu lado emocional e físico.

O Yoga é uma prática milenar, mas atualmente, as pessoas têm relacionado suas técnicas apenas à manutenção de um corpo físico. A própria palavra yoga já diz: união e integração e esse significado é aplicado no equilíbrio da mente e do corpo. Para muitos, o yoga virou moda, a busca da prática por artistas e pessoas famosas tem aumentado muito e conseqüentemente, sua divulgação na mídia. Entrevistas que perguntam para o artista: “O que você faz para manter seu corpo?”, contribui para que o equilíbrio da mente seja colocado em segundo plano ou nem seja levado em consideração.

Muitas vezes, a prática de uma “moda” sem conhecimento leva a pessoa a extrapolar os limites do corpo e da mente. Ela não tem consciência do seu físico e sua mente só pensa em tonificar o corpo ou ficar igual aquele artista da revista ou da televisão. Ao contrário da musculação e outras ginásticas, o yoga traz vitalidade para a pessoa, não a consome. Para isso, é necessário encarar o yoga como uma atividade de equilíbrio físico e mental, preenchendo o ser humano em sua totalidade.

De acordo com a filosofia do yoga, a prática nos leva a sofrer menos, amar e respeitar mais. Portanto, seus exercícios não podem ser encarados como sofrimento, pois seus movimentos são suaves e representam serenidade que deve ser aplicada em nossa vida. Assim, o yoga deve ser praticado de maneira consciente e não almejado como uma academia, onde há uma competição por corpos malhados.

O yoga traz saúde física e mental para o praticante, desde que este esteja disposto a praticá-lo de maneira consciente e plena, podendo usufruir de todos os benefícios e não só de um corpo perfeito. Portanto, toda vez que olhar uma foto em alguma publicação, pense que o yoga vai além disso, ele caminha até a alma.

Uma aula de yoga e muitas descobertas

Em uma aula de yoga, o ser humano é exercitado como um todo. Ao entrar na sala de aula, as luzes já estão apagadas, um cheiro bom de incenso no ar e uma música instrumental que preenche o silêncio da meditação. Esse primeiro contato do corpo com o colchonete traz uma conscientização daquele dia, todas as tensões e stress são percebidos. Por isso, a importância desse momento de preparação, pois instiga todos os nossos sentidos e aumenta a percepção de nossas tensões. Com a entrada do professor, ainda continuamos deitados, agora sob sua orientação. Em alguns instantes de relaxamento, todo o stress tensionado começa a diminuir gradualmente.

Após alguns minutos, a respiração começa a ser treinada, pois no decorrer do dia não percebemos como estamos respirando. O professor nos orienta que a respiração deve ser parecida com a do bebê: ao inspirar, inflamos o abdômen e ao expirar encolhemos. E normalmente, fazemos ao contrário essa respiração. Dessa forma, a respiração age de maneira a nos trazer para o momento presente. Em seguida, começamos as ásanas que trabalham o equilíbrio do corpo com a mente. E ainda representam toda a suavidade em cada movimento

Durante a permanência nas posturas, permanecemos concentrados no movimento e sempre atentos no nosso limite. Muitos alunos fazem os movimentos com os olhos fechados, estimulando o poder de visualização mental e recepção auditiva, outros fazem através da observação do professor. Algumas posturas exigem um pouco mais de esforço físico e muita concentração, e nesse momento de controle físico e emocional, a respiração se torna principal aliada desse equilíbrio. Com ela, conseguimos manter uma mente livre de preocupações cotidianas e permanecer mais um pouco ou chegar mais longe na postura. Toda essa sincronia contribui para o aumento da tolerância e força de vontade em nossas vidas, pois se não conseguimos hoje, amanhã tentamos novamente, sem cobranças, até conseguirmos executa-la.

Depois da permanência em uma postura, nosso corpo mostra seus efeitos e para que sejam percebidos o professor nos dá uma pausa para relaxar, seja na postura do neném ou na postura do cadáver. Pude perceber a importância de uma pausa após uma atividade mais intensa, principalmente no decorrer do dia, todos nós precisamos de uma pausa para avaliar os efeitos de uma situação vivida em nossa rotina. A pausa faz com que possamos refletir sobre nossos limites.

O respeito pelo limite do nosso corpo aumenta nosso autoconhecimento, nos mostra as diferenças. Pode parecer irrelevante, mas só percebi que eu tinha um pé maior que o outro durante as aulas de yoga, estava fazendo uma postura que precisava unir os pés e percebi a diferença, depois de 21 anos.... Essa percepção é aguçada durante as aulas, cada postura se torna uma nova descoberta, um novo momento de encontro com o seu corpo e mente.

É de fundamental importância o respeito com o Ser Humano. Aprendi que para lidar harmoniosamente com as diferenças dos outros, é necessário, em primeiro lugar, aceitar nossos próprios defeitos. Certa vez, uma professora boliviana me disse: “Se perdoe, porque quando a gente se perdoa, fica mais fácil aceitar os outros”.

Realmente, isso é verdade, vivemos em um tempo que existem muitas cobranças, turbulências e competição e tudo isso aumenta o vazio em nossas vidas. Muitas vezes, esse vazio se torna imperceptível devido à falta de autoconhecimento e tolerância. O Yoga acaba se tornando um verdadeiro estimulante de perdão e aceitação. Aprender a lidar com o limite do seu corpo significa respeitar-se enquanto indivíduo. E em todo o momento da prática, o professor orienta o aluno sobre esse respeito que é mantido do começo ao fim.

No final da aula, fazemos relaxamento e meditação. Dessa vez, sentimos a diferença do nosso corpo e mente antes e depois da prática e deixamos lá fora todo barulho do trânsito, da criança chorando, do computador se conectando, do telefone tocando.... Nesse instante percebemos o equilíbrio de nosso físico, emocional e respiração. Com o corpo mais relaxado, mente mais equilibrada, percebemos os efeitos da aula. Um momento único, de harmonia, integração e união. Com apenas uma aula de yoga, toda perturbação é deixada para trás e uma energia de paz invade todo o seu corpo, dando mais vitalidade, consciência e coragem para enfrentar o dia-a-dia.

Instituto de Yoga Isvara
Camila Marins
Assessoria de Imprensa
Instituto de Yoga Isvara
(19) 32535422
(19) 96567287
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Redação / JBEN / Camila Marins / Assessoria de Imprensa / Isvara

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