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Vitor Lourenço

CRH preocupado com situação dos travestis

16/05/2004

Fundado desde julho de 2003, o Centro de Referência Homossexual, órgão criado pela Prefeitura de Campinas, sob a coordenação de Paulo Reis, esta preocupado com a atual situação dos travestis do Bosque, agravando ainda mais com a morte de um travesti de 16 anos, assasinado na madrugada do dia 02 de maio, na Rua Irmã Serafina, em frente a Curia Metropolitana de Campinas.

Reis comenta que entre o leque de suas ações, o Centro de Referência Homossexual (GLTTB) tem priorizado a questão das travestis, tentando diálogos e acordos com a SABB para encontrar uma solução pacífica para o problema. Dentre os acordos e códigos de condutas, foi estabelecido a retirada dos travestis da parte residencial do bairro, passando para o lado comercial da Aquidabã. Paulo alega que ainda tem muitas dificuldades para cumprir, pois tem travesti que não obedece os acordos e códigos de conduta, fato este, que infelizmente teve em sua ultima ocorrência a morte de um travesti, menor de idade e estava em local que não era de sua permanência. Paulo ainda reconhece que uma boa parte deles, são de outras cidades.

Além dos problemas que tem ocorrido no Bosque, o Centro de Referência estará lançando no Inicio de junho a Carteira de Identificação que trará a foto da travesti e seu nome feminino, escolhido por ela. Estamos em negociação com as Secretaria de Saúde, Educação, Segurança e Assistência Social para que aceitem esta carteira como documento. Essa negociação também está acontecendo com as polícias civil e militar.
Para obter este "documento", a travesti preencherá um cadastro e apresentará cópia de todos os documentos, atestado de antecedentes criminais e prova de moradia na cidade. Estamos negociando a assinatura, pela prefeita, de um decreto em que normatize a aceitação desta carteirinha, no âmbito do município, como um documento.
A implantação desta carteira visa trabalhar a auto-estima das travestis, pois elas terão um documento com o nome feminino, e ao mesmo tempo o Centro de Referência estará cadastrando as travestis da cidade, assim, aquelas que causarem problemas (roubos, drogas, forem presas, etc.) poderão ser identificadas, além disso, a obtenção deste "documento" estará atrelada á participação de oficinas de saúde, beleza e cidadania, onde o Centro de Referência oferece cursos para aprender outras profissões, pois muitas questionam que gostariam de não estar nesta vida, mas não tem empregos para elas, aí acabam ficando na prostituição.
Além dessas ações, entendemos que o problema é maior e envolve questões sociais enraizados históricamente neste país, como a falta de moradia, alimentação, educação e saúde que, aliados ao preconceito, gera toda sorte de exclusão social. E é óbvio que uma administração pública, por melhor intencionada que esteja, não dá conta de solucionar todos os problemas que uma cidade de dimensões grandiosas como Campinas possui. Mas dizer que não se está fazendo nada por esta população ou para a solucionar o problema que aflige moradores do bairro Bosque, não é justo, conclui Reis.

Redação / JBEN

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