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Vitor Lourenço

Carnaval de outrora na Br.Jaguara

Fevereiro/2004

Apesar de muitos acharem que na década de 40 o Carnaval de Campinas era realizado na Avenida Francisco Glicério, isso só foi acontecer após os anos 50. O Carnaval de Campinas realmente acontecia na Rua Barão de Jaguará, com a saída aos domingos dos Blocos Carnavalescos Leão da Várzea, que tinha sua quadra na Rua José Paulino entre a Avenida Aquidabã e Rua Uruguaiana, e o Bloco Marujos, quase sempre campeão por ter mais componentes. Ambos eram os mais famosos e alegres, disputando acirradamente o título do Carnaval. Além desses blocos ainda existia o Camisa Verde e dos Farrapos, que alegravam o Carnaval de rua de Campinas naquela época. Os blocos tinham o costume de desfilar dentro do Bosque dos Jequitibás e era uma festa só. As fantasias eram mais comportadas e predominavam os pierrôs, alerquins e colombinas, com alguns palhaços e, de extravagantes, os farrapos.
A forma como brincavam ia do "corso", que eram os "carros alegóricos" da época, os Fordinhos 29 enfeitados e as famílias tradicionais desfilando neles, circulando pelo centro de Campinas. Também o "foot", onde as moças permaneciam nas calçadas e os moços jogavam sobre elas os confetes, serpentinas e lança-perfumes, permitida na época. Para os saudosistas: Lança-perfumes “Colombina” e “Rhodouro”.
Na avenida Francisco Glicério a apresentação oficial do desfile começou na década de 70, quando cinco escolas disputavam o prêmio: Império do Samba, Unidos da Vila Rica, Estrela Dalva, Acadêmicos de Madureira e Acadêmicos de Ubirajara. Os desfiles começavam às ete e meia da noite e a avenida era enfeitada por 3.500 lâmpadas. O rei Momo abria os desfiles e logo atrás vinham os carros alegóricos animando a multidão que ocupava todas as vias até o Largo do Pará.
Os carnavalescos se banhavam no chafariz da praça do Pará, enquanto outros esperavam na varanda de suas casas com baldes d'água prontos a serem arremessados. A polícia tolerava essas brincadeiras e só intervinha se alguém cometesse alguma violência.
Nem tudo é alegria! O carnaval de rua começou a competir com um forte concorrente: o carnaval de salão, que muito elitizado, apresentava fantasias de luxo e marchinhas. O carnaval de rua acabou menosprezado e perdeu incentivos e patrocínios. Mesmo sem dinheiro, as escolas não deixavam de se apresentar. "O dinheiro é pouco, mas o amor ao samba é muito" - desabafa um antigo sambista.
Essa tradição foi mantida ininterruptamente desde a década de 70 até o ano de 2.000, quando Campinas ficou sem desfile das escolas de samba pela primeira vez na história, retornando em 2001 e permanecendo até hoje.

Redação / JBEN

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